27 agosto, 2006

OS MONOTEISMOS E SUAS GUERRAS

Diante das guerras, de que somos diariamente informados pelos jornais e pelas televisões, quase sempre tomamos partidos e aderimos a um dos lados para condenar as atrocidades e os comportamentos bárbaros do outro, como se fosse possível ser civilizado numa guerra. Toda guerra é feita de transgressões e regressões, ainda que suas causas possam parecer justas a cada um dos lados. Estamos ainda muito distantes da civilização que sonhamos alcançar. O raciocínio bélico é fundamentalmente maniqueísta. Cada um dos lados se identifica com o "bem"e projeta no outro o "mal".
Assim são as guerras. As do oriente médio estão sempre se repetindo. Nascem de seus fundamentos religiosos e se justificam na obediência a um deus, que é apresentado como único, e para tanto, quer excluir os demais. E olhe que os monoteísmos pareciam um avanço sobre o politeísmo. Era, pelo menos, o que se apregoava.
Já é tempo de se fazer um balanço e conferir se a coisa é realmente como se queria e dizia. Ao que parece as religiões fracassam no seu propósito de "re-ligar" os homens. Nem as próprias religiões se dão conta ou querem se dar conta de que seus mitos e ritos estão a serviço dos propósitos bélicos inconscientes e prometem vida eterna para quem matar ou morrer pela salvação do seu deus, seu monoteísmo particular. Todos os votos de fidelidade a um deus traz implícita a destruição de quem não crê nele. Isto pode não ser dito, mas na horas das guerras vem à tona. Os "infiéis" têem de ser destruídos. As guerras ganham o nome de "guerras santas", quem morre é mártir e vai para o céu receber recompensas.
Como é lenta a evolução humana!!! Como é longa a inércia dos mitos!!! Uff!!!

1 Comments:

Anonymous Norbert Zuckermann said...

Todas as religiões afirmam que a sua é a única e verdadeira. Portanto, enquanto houver religiões haverá mortandade. E as pessoas utilizam as religiões como apoio para calar suas angústias.

4:00 PM  

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